Reoneração da folha de pagamentos põe em risco 25 mil postos de trabalho no setor calçadista

Reoneração da folha de pagamentos põe em risco 25 mil postos de trabalho no setor calçadista

03/09/2021

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, participou quarta-feira (1) de reunião com a ministra da Secretaria Geral do Governo Federal Flávia Arruda, no Palácio do Planalto. O tema do encontro foi o PL 2541/2021, que prevê a extensão da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores, entre eles o calçadista, até 2026. 
Na oportunidade, Ferreira destacou que, caso a medida não seja renovada, existe o risco de perda de mais de 25 mil postos de trabalho no setor em dois anos. Segundo o dirigente, existe uma sensibilidade sobre o impacto social do projeto no Governo, que busca alternativas para diminuir o impacto da renovação da medida no orçamento da União. "O Governo reconhece a necessidade de manter a desoneração da folha e quer construir opção definitiva com o menor impacto possível nas contas públicas", conta. 
Levantamento da Abicalçados aponta que a reoneração da folha geraria um aumento de R$ 600 milhões por ano em carga tributária para as empresas de calçados, especialmente pelo fato dessas serem intensivas em mão de obra e grandes geradoras de emprego. "Taxar empresas por empregos gerados é uma aberração tributária brasileira. Quanto mais se emprega, mais se paga", destaca, ressaltando que a atividade coureiro-calçadista gera mais de 340 mil postos de trabalho diretos no País. 
Para Ferreira, a não renovação da medida a partir do próximo ano seria um "balde de água fria na recuperação do setor", que depois de encolher mais de 18% no ano passado recém começa a experimentar os efeitos de uma retomada. Entre janeiro e julho, a atividade gerou mais de 15 mil postos de trabalho, efeito direto do incremento das vendas internas e das exportações. 

Comunicação da Abicalçados