Reforma tributária só terá impacto no crescimento do Brasil se for ampla, afirma Armando Monteiro

Reforma tributária só terá impacto no crescimento do Brasil se for ampla, afirma Armando Monteiro

09/06/2021

O sistema tributário brasileiro é o responsável pela baixa competitividade do país, pelo quadro de estagnação da economia e pela perda da posição relativa da indústria no PIB nacional. Diante disso, somente uma reforma tributária ampla, que inclua os impostos cobrados pela União, estados e municípios, será capaz de fazer o Brasil crescer, gerar emprego, renda e desenvolvimento. Se for fatiada, a reforma terá pouquíssimo efeito. Essa é a avaliação do conselheiro emérito da CNI, o ex-senador e industrial Armando Monteiro Neto.

Ele participou do seminário online, nesta terça-feira (8/6), promovido pela CNI e pelo jornal Correio Braziliense, para discutir a importância de uma reforma tributária ampla, em conjunto com o presidente da Comissão Mista de Reforma Tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), os deputados Alexis Fonteyne (NOVO-SP) e Ricardo Barros (PP-PR), líder do Governo na Câmara dos Deputados, a professora e consultora especialista em IVA/IBS Melina Rocha e o diretor do Centro de Cidadania Fiscal, economista Bernard Appy. O debate foi mediado pelo jornalista Vicente Nunes, editor-executivo do Correio Braziliense.

Na avaliação de Armando Monteiro, o imposto cobrado nos municípios, ISS, e o cobrado pelos estados, ICMS, são responsáveis por dois terços dos tributos na base de consumo. Desta forma, segundo ele, é necessário que se crie um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que substitua os cinco tributos de consumo: PIS/Cofins e IPI (federais), ICMS (estadual), ISS (municipal).

Atualmente, o acordo pela tramitação da reforma prevê, inicialmente, a união apenas de PIS e Cofins, deixando a discussão sobre os demais tributos para depois. "O IVA está presente em 160 países, o Brasil amadureceu e superou fórmulas exóticas para convergir para um sistema tributário que hoje vigora no mundo inteiro. Por isso é fundamental que faça uma reforma ampla, mais ambiciosa, e não fatiada", defendeu. 

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