Câmara Setorial do Calçado tem sua primeira reunião

Câmara Setorial do Calçado tem sua primeira reunião

09/04/2021

Um encontro virtual nesta quinta-feira (8) com entidades dos setores calçadista, coureiro, máquinas e de componentes para calçados marcou a primeira reunião da Câmara Setorial do Calçado do Rio Grande do Sul, que está representada pela Abrameq, através do presidente André Nodari. Proposta pelo presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista, deputado estadual gaúcho Issur Koch, a reunião marcou o início das discussões para manutenção dos incentivos fiscais ao cluster calçadista junto ao governo do Estado. 

"Esta reunião é resultado da preocupação de diferentes lideranças com o prazo de duração dos benefícios fiscais para a cadeia produtiva, tendo em vista que a Secretaria Estadual da Fazenda estipulou o final de junho para os incentivos fiscais", explicou Issur. 
Haroldo Ferreira, presidente da Abicalçados, destacou a importância de Issur Koch ter assumido esta semana a presidência da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais da Assembleia Legislativa. "Vamos precisar muito do seu apoio em temas de interesse do setor calçadista no Mercosul, como a revisão da Tarifa Externa Comum que está atualmente em discussão. Não podemos deixar que mexam na tarifa de importação sob pena de prejudicarmos a geração de empregos", alertou.
Ao final do encontro ficou definida a criação de um grupo de trabalho para apresentar às entidades uma minuta da pauta a ser levada à Secretaria da Fazenda. "Com o apoio técnico que temos nas entidades, poderemos definir questões práticas a serem levadas ao Estado com vistas à competitividade", destacaram os presidentes do Sindicato da Indústria de Calçados do Estado do Rio Grande do Sul (Sicergs) e da AICSul, Renato Klein e Moacir Berger, respectivamente. 
Atualmente, o setor conta com três benefícios fiscais, mas apenas um tem sido acessado pelas empresas. "O crédito presumido para saídas interestaduais, de 8,5% de crédito sobre ICMS devido na operação interestadual, está sendo utilizado. Os demais, em virtude das exigências determinadas no acordo anterior, tornam-se impraticáveis", disse Cauê Cardoso Soares, advogado da área tributária da ACI-NH/CB/EV.
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