Indústria calçadista acredita em retomada no último trimestre do ano

Indústria calçadista acredita em retomada no último trimestre do ano

04/06/2020

A engrenagem que movimenta toda a cadeia coureiro-calçadista tem retomado sua movimentação aos poucos. Com cerca de 20% do comércio brasileiro aberto, a indústria segue sem novos pedidos e a crise atinge em cheio a produção nas fábricas. Para Andrea Kohlrausch, presidente da Calçados Bibi, a expectativa é de que o último trimestre do ano seja de um cenário mais positivo para o setor. O assunto foi tema da quarta live que trata sobre os novos rumos no setor coureiro-calçadista, realizada no dia 28 de maio, e que contou ainda com a participação do presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira.

Pouco mais de dois meses desde o início do impacto da crise no País, a Calçados Bibi tem se utilizado dos 71 anos de experiência para manter suas produções e vendas. "Até agora, podemos dizer que estamos vencendo o coronavírus. Estamos enfrentando a pandemia, saindo machucados com certeza, mas tendo a possibilidade de não demitir nenhuma pessoa da nossa equipe" comenta Andrea. A empresa está operando com jornada reduzida em suas fábricas e conta com 30% das 120 lojas abertas.

O feliz sucesso da Calçados Bibi não se reflete em toda a cadeia produtiva. Desde o início da pandemia, a indústria calçadista brasileira já perdeu mais de 34 mil postos de trabalho e esse número ainda pode aumentar. "As demissões estão ligadas diretamente ao comércio estar fechado. Tendo pedidos, tem contratação" declara Ferreira.

O dirigente da Abicalçados acrescenta que a entidade vem trabalhando em ações para auxiliar as empresas na retomada, como a conservação, por um período maior, da MP 936, que possibilita a manutenção do emprego e da renda, e a facilitação de acesso ao crédito. Para o presidente-executivo, essas ações são muito importantes para frear as demissões e garantir o funcionamento da engrenagem do setor. "Cada pessoa que perde o seu emprego, é uma família que vai priorizar a subsistência e deixar de consumir outros produtos, inclusive calçado" completa.

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