Para setor de calçados, recuperação da Argentina é mais relevante que dólar em alta

Para setor de calçados, recuperação da Argentina é mais relevante que dólar em alta

14/02/2020

Um câmbio um pouco mais depreciado ajuda, mas não é o que vai determinar um aumento mais relevante nas exportações brasileiras de calçados neste ano, na visão do setor. A recuperação das vendas para a Argentina, segundo maior comprador, e a manutenção do espaço conquistado nos Estados Unidos, maior mercado do calçado brasileiro, são importantes, assim como um cenário menos conturbado no comércio internacional.

Desde 2018, quando começou a recessão na Argentina, o setor calçadista tem buscado ampliar a presença nos Estados Unidos, na Europa e em países latino-americanos, como o Peru. Mas o mercado argentino ainda é relevante. "Não é fácil substituir esse cliente", afirma Haroldo Ferreira, presidente da Abicalçados, entidade que reúne a indústria no país.

O dólar subiu 6,86% em janeiro ante o real e em fevereiro tem renovado máximas nominais históricas por causa da crise da epidemia de coronavírus. Em 2019, a moeda americana avançou 3,5%, depois de ter se valorizado 15% em 2018. "Um dólar entre R$ 4 e R$ 4,3 está num bom nível, como estava num bom nível em R$ 3,8 há dois anos. O problema é a amplitude da variação, que prejudica a formação de preços", afirma Ferreira.

 

Valor Econômico