Ano sob três aspectos na Abrameq

Ano sob três aspectos na Abrameq

27/01/2020

O ano de 2019 pode ser dividido em três partes para a Abrameq. As duas primeiras relacionadas aos mercados internos e externos e a terceira ao ciclo que foi encerrado no ano passado. Isso porque, após oito anos à frente da entidade, Marlos Schmidt, passou o bastão em janeiro deste ano para o seu sucessor, André Nodari. Em relação aos últimos 12 meses, Schmidt destaca que a expectativa que se tinha, até pelo início de um novo governo e pelo início de uma retomada que se apresentou no final de 2018, não se confirmou. "A expectativa era maior do que a que se realizou. Precisamos de um horizonte melhor para frente para que os empresários façam os investimentos. Mas o que vimos em 2019 é que foi mais um ano que se perdeu em relação ao que nós esperávamos", fala.

Na avaliação do agora ex-presidente, as exportações tiveram uma pequena melhora, muito por causa do câmbio. "Melhora que era para ser bem maior, mas os mercados que nós atuamos, assim como o Brasil, vêm sofrendo. Mesmo assim, tivemos um desempenho 8% superior a 2018."

Desde o dia 2 de janeiro, o empresário André Nodari responde pela presidência da Abrameq. E segundo o executivo, 2020 começou com tudo. "Na primeira semana já nos reunimos com as outras entidades do cluster coureiro-calçadista. Estamos trabalhando para fortalecer a cadeia, além disso, todos estão cientes de que a inovação será o motor de bons negócios no futuro", comenta, ao dizer que projeções são complicadas de serem feitas. Entretanto, desde o segundo semestre do ano passado, o segmento tem percebido um consistente aumento dos negócios. "2020 deve ser bem melhor que 2019. É o que o Brasil precisa e a indústria mais ainda". Em relação as exportações que fecharam 2019 em alta, a perspectiva é de continuidade desses números positivos. "Como esse câmbio veio para ficar, a taxa nesses patamares ajuda a exportação. Esperamos um aumento em quantidade e valor."

Jornal NH